quinta-feira, 19 de maio de 2011

Game of Thrones



Uau! Confesso que ainda não li o livro. Coisa rara tratando-se da minha pessoa. Mas a mini série da HBO é apaixonante. Mundos mágicos, meio medievos, com suas mitologias e mistérios. Os atores estão perfeitos e a trama cheia de traições e paixões, lutas pelo poder. Pra completar, tem uns lobos de estimação ligados aos persoangens da casa real.Fico esperando cada episódio com ansiedade. Já baixei o livro na web. Em geral a leitura supera qualquer experiência cinematográfica. Espero não me enganar desta vez. Desde os Pilares da Terra não via algo tão bom. Superou até Camelot, que tem Eva Green soberba como Morgana. Aqui fica uma super dica.

domingo, 7 de novembro de 2010

Exercício de Sobrevivência


Reunir cerca de 200 funcionários públicos na platéia de um teatro para assistir um grupo de, também, funcionários públicos no palco já é uma tarefa, no mínimo, complicada. Mantê-los duas horas e 20 minutos, com um atraso, de, pelo menos, uma hora, é um feito! Hair – Os Sobreviventes conseguiu isto.
Eles permaneceram pacientemente em seus lugares e foram acompanhando , com olhos de criança, o que o destino reservou para um grupo de jovens que um dia pretendeu montar o musical Hair (James Rado / Gerome Ragni – 1967) e foram impedidos pela Ditadura Militar, que escreveu as mais negras linhas que a história deste país já teve.O texto inédito de Thiago e Lidia Fernandes teve como fonte o conto “Os Sobreviventes”, de Caio Fernando Abreu. Então, nesse clima o-que-foi-feito-de-nós lhes foram apresentados os personagens, vítimas do desaparecimento da diretora da companhia de teatro, que se reúnem após décadas de separação. Tipos que viram seus sonhos interrompidos nos idos de seus vinte e poucos anos − a mesma idade do autor da peça − e que tiveram suas trajetórias de vida redirecionadas a partir daí.A trama complexa, que envolve passado e presente no espaço cênico, foi desenvolvida com extrema maturidade. Diálogos que revestiam de comicidade o trágico foram magistralmente interpretados por atores oficialmente amadores. O repertório musical pinçou pérolas do cancioneiro nacional da virada dos anos 60 para 70 e ganhou arranjos de Janjão Sanches que deram um tom de contemporaneidade às canções. O espetáculo apresentou uma coreografia de Alan Castilho digna da Broadway, que exigiu a quebra de barreiras do estático para o móvel dessas pessoas não ligadas ao mundo da dança.Independentemente do nível de dedicação e de, evidentemente, talento, todos estiveram bem dentro de seus personagens e cumpriram suas tarefas. Mas, quando tudo parecia no melhor da ordem, uma pane no sistema de energia, deixou inoperantes temporariamente som e luz. Em cena, o casal apaixonado questiona a sobrevivência e o futuro de sua relação. Na sequência, um dueto musical dos mais difíceis por sua sutileza de nuances melódicas.
Neste momento, mesmo na total ignorância, o público presente foi contemplado com um exemplo de superação explícita, que apenas quem participou do desenvolvimento dos trabalhos é capaz de avaliar. Os atores, como que impregnados das bênçãos de Dionísio, prosseguiram em suas falas e música atingindo, vez por todas, o tão perseguido momento de perfeição. Foram eles protagonistas do drama dentro do drama que torna possível transformar o cotidiano em Arte.

Sobreviveram. Sobrevivemos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Hoje eu ganhei um abraço...





Hoje ganhei um abraço. Recebi reclamações também. Ouvi piadinhas maldosas, entre tantas outras situações que compõem um dia de eventos e até mesmo outros abraços. Mas prefiro me lembrar do abraço que recebi de alguém que nem sei o nome direito. Um agradecimento. Por este, valeu, apesar de outros tantos elogios, a dura empreitada de fazer uma homenagem de Dia das Mães na instituição pública em que trabalho.

Não sou mãe e nem tenho mãe viva, mas isto não me impediu de pensar a homenagem simbólica em que todas pudessem se ver em sua condição de mãe em um grande mosaico. Todas, sem exceção, sem a discriminação demagoga de eleger as chefes de serviço ou mulheres em posição de evidência dentro da empresa. Meu objetivo era conseguir a adesão de todas, de quantas voluntariamente doassem um momento seu, uma foto com seus filhos, qualquer momento, de qualquer época, tantos quanto desejassem.



Nesse universo cabiam, diretoras, faxineiras, ascensoristas, guardetes, copeiras, secretárias,recepcionistas. Todas, que diariamente, em sua maioria , anonimamente para o resto da instituição, também cumprem esse papel familiar. Cada qual com a mais diversa história de fundo. Evidentemente, a participação não foi unânime. Infelizmente, algumas pessoas não se ligaram no pedido ou, simplesmente, não entendiam porque a doida do Geração Saúde queria uma foto sua com os filhos.

Mas teve o lado “sim” e durante alguns dias, com ajuda de amigas fenomenais e incansáveis, me vi cortando e colando, ampliando, imprimindo reconstituindo momentos de vida, tantos quantos fossem suficientes para preencher duas paredes, que foram envolvidas com imensos laços de fita. Formavam dois grandes presentes. Elas estavam nos presentes. Elas eram o presente.


Vaidades a parte, a mensagem foi lida. E como havia conteúdo! Desde o evento do dia daquela foto que não tem mais cor de tão desbotada até o esperado “como eu estava magra” ou “ meu cabelo era assim e assado”. Era como leitura de muitos livros feita em conjunto, com direito a comentários, réplica e tréplica e gritinhos que só as mulheres sabem dar. Elas fizeram a história da vida cotidiana que ali era narrada em pequenos recortes instantâneos. Aquela em que todas são protagonistas, sem considerar o cargo, a função, a faixa salarial, a popularidade. A história que eu gostei contar.

Então, eu ganhei um abraço...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um site sobre lobos

Olha que não sou a única magicwolf por ai. Achei este site e nem preciso dizer que já adicionei a favoritos. Até porque pode ser um boa fonte de pesquisa. Este traz lendas, curiosidades, entre outras informações sobre lobos. Nada mais pertinente para constar no coisa de lobo, não acham? O site é em inglês, mas quem tiver paciência para o translator do google, que , às vezes, dá umas mancadas fenomenais, vale a dica.
http://www.wolfcountry.net/

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Acervo Virtual

Já me rendi à leitura de e-books. Sempre que acho algo interessante na web disponível pra baixar, vou lá e cato mesmo. Já tenho uma e-biblioteca, menos espaçosa que a material, que mesmo tendo democratizado algumas publicações mais "digest", dá um trabalhão pra cuidar. É evidente que nada tira o prazer do contato com as páginas do objeto livro, mas já que a internet existe, por que não utilizá-la para o bem? Então, nunca penso em substituir um pelo outro, mas , sim, potencializar um com o outro.

Hoje recebi um email
que circula pela web da minha amiga e importante doadora de livros, Marion Bombom, que alerta sobre a possível desativação do portal Domínio Público do MEC. Espero que seja mais um daqueles spams fake, pois seria a total contramão da história, já que cada vez mais se multiplicam na rede blogs e sites especializados em livros digitais para download. As universidades e museus do mundo inteiro investem em acervos virtuais para ampliar a acessibilidade. Mesmo assim, vale a dica, acessem o portal mesmo que só por curiosidade.

www.dominiopublico.gov.br